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FEBEACAT 3 – Diversidade sexual tem escola: a PUC de MG!

julho 10, 2010

A política de terra arrasada feita por gente que está dentro da Igreja apenas para promover ideologias contrárias ao catolicismo vai tão avançada que parece mesmo ser preciso um milagre para que possamos esperar que os verdadeiros ensinamentos e valores católicos aflorem novamente nas instituições católicas.

Será que é esperar muito que uma universidade católica gaste seu tempo e espaço não para alavancar agendas materialistas, mas para a missão que deveriam jamais perder de vista, a anunciação da Boa Nova? Pelo jeito é… Ao menos se dependermos da PUC-MG, que vem já há algum tempo mantendo um curso de extensão com o singular nome de “Direito à Diferença”, sendo que um dos módulos deste curso abordará “Gênero e Orientação Sexual”, como conta o blogueiro do “Jornada Cristã”:

“Um dos módulos do curso trata do assunto “Representações sobre gênero e orientação sexual: ‘Mitos’ e ‘Verdades’“. É claro que o curso tem como objetivo promover a ideologia gayzista, servindo de fachada para o pleno exercício, em uma universidade católica, do ativismo homossexual. Trata-se de enfiar na cabeça dos professores, à força, para que depois eles enfiem na cabeça das crianças, sob o eufemismo “educação”, a noção de que o comportamento homossexual é natural e deve ser considerado legítimo – pior ainda: que todas as vozes dissonantes em relação a esse ponto de vista devem ser caladas e a oposição ao homossexualismo deve ser criminalizada. Isso está acontecendo em uma instituição universitária católica, que deveria estar promovendo os valores do evangelho, mas contribui para a realização da agenda dos movimentos ativistas homossexuais.”

Exagero do blogueiro? Quem sabe minimamente como se porta a militância homossexual sabe muito bem que ele deve estar coberto de razão.

Voltado para professores de ensino fundamental e médio, é difícil imaginar que a visão católica sobre o cuidado pastoral devido a pessoas com tendências homossexuais seja ensinado no curso da PUC-MG. Fosse assim, é de duvidar que o título seguisse como o atual, em que o tal “Direito à Diferença” invoca algo como um “direito” ao pecado.

A PUC-MG, se quisesse mesmo contribuir para a missão da Igreja e também honrar o nome de “católica” que exibe, faria muito melhor se se dispusesse a divulgar junto à comunidade os ensinamentos católicos. Poderia, por exemplo, montar um curso em que mostrasse as diretivas dos cuidados às pessoas homossexuais, coisa que até foi assunto de um documento da Congregação para a Doutrina da Fé.

Segue uma tradução livre de um trecho deste documento.

“No entanto, um crescente número de pessoas hoje em dia, mesmo de dentro da Igreja, fazem enorme pressão para que a Igreja aceite a condição homossexual como se esta não fosse desordenada e para que seja tolerada a atividade homossexual. Estes de dentro da Igreja que argumentam de tal maneira muitas vezes têm fortes laços com grupos que possuem visão similar e que estão fora da Igreja. Estes últimos são guiados por uma visão oposta à verdade sobre a pessoa humana, que é plenamente revelada no mistério de Cristo. Eles refletem, mesmo se não inteiramente conscientes disto, uma ideologia materialista que nega a natureza transcendente da pessoa humana assim como a vocação sobrenatural de cada indivíduo.

Os ministros da Igreja devem se certificar que as pessoas homossexuais aos seus cuidados não serão enganados por este ponto de vista, que é tão profundamente oposto ao ensinamento da Igreja. Mas o risco é grande e há muitos que procuram criar confusão sobre a posição da Igreja, e então utilizar esta confusão em seu próprio benefício.”

Será preciso desenhar?

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FEBEACAT 2 – Rio de Janeiro tem seu momento Linz

julho 8, 2010
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Mais uma contribuição para o FEBEACAT (Festival de Besteiras que Assolam o Catolicismo)! O motivo da escolha pode ser visto no blog Fratres In Unum ou no blog Rorate Caeli.

Cuidado com a Liturgia e profunda reverência durante o Santo Sacrifício não é opcional, é o mínimo que devemos a Nosso Senhor. Por que então as luzes, os fogos de artifício, as dancinhas? Para que este misto de danceteria, de teatrinho, de músicas, de fogos de artifício?

Tudo isto para chamar a atenção dos jovens? Que tal deixar que a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo ilumine os corações? O que lhes vai tocar o coração é a real compreensão da obra redentora de Nosso Senhor e não artificialismos de danceteria ou uma iluminação colorida. Creio mesmo que é praticamente tratar aos jovens como idiotas quando se pensa que eles precisam de barulho e iluminação especial para se sentirem atraídos a Deus.

O mal estar pelas imagens do tal evento chamado “O Banquete do Cordeiro” foi tão grande, que valeu ao Rio de Janeiro o apelido de Linz. Para quem não sabe, Linz é uma diocese austríaca na qual um bispo e clero liberais fizeram os maiores horrores e experimentos litúrgicos nada ortodoxos. Apenas alguns exemplos do horror de Linz podem ser vistos aqui.

D. Orani, arcebispo do Rio de Janeiro, esteve presente ao evento pelo menos durante algum tempo. Segundo relatos, ele foi responsável pela primeira (??!!) homilia na Missa do evento. Talvez fosse o caso de aproveitar e mandar todo mundo para casa ou até mesmo de dar uns ponta-pés no pessoal que organizou este troço, pois é mais do que absurdo pensar que há um ambiente propício ao recolhimento e reverente oração no meio de toda aquela balbúrdia.

FEBEACAT – Ensino omisso e errôneo de bispos serve para nada

julho 5, 2010
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Em tempos de eleição, nada como iniciar o FEBEACAT (Festival de Besteiras que Assolam o Catolicismo). O chato é ter de iniciar justamente por quem sequer deveria fazer parte deste prestigioso festival: nossos bispos.

A Comissão de Sábios que escolhe os eventos e pessoas que contribuem para que o catolicismo desça mais um pouco em direção ao fundo do poço infelizmente não teve como deixar de notar o evento que reuniu 50 bispos do Regional Sul da CNBB (Estado de São Paulo). Neste evento, os senhores bispos, aproveitando as próximas eleições, acharam por bem lançar uma nota com orientações aos fiéis sobre a “participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano”.

Ensinamento ortodoxo, que é o mínimo que se deve esperar de uma nota que tem a palavra de bispos sobre assuntos pastorais, não se resume a boas intenções. Como escreveu muito bem o blogueiro Jorge Ferraz, “a Igreja pode e dever dizer quem NÃO é um candidato aceitável”.

E é exatamente esta omissão em citar o que é mais do que necessário nos tempos atuais que torna a nota um texto inócuo, que serve para nada. Os senhores bispos parecem não compreender a época em que vivemos, uma época em que notinhas diplomáticas e genéricas como a que foi divulgada será ignorada pela ampla maioria dos fiéis exatamente porque evita o tom incisivo em temas como aborto, família, liberdade religiosa, etc.

Muito melhor fez D. Aloísio Roque Oppermann, que em texto recentemente publicado no próprio site da CNBB deu nome aos bois e disse o que é necessário ser dito: Lula e sua fantoche Dilma são favoráveis ao aborto. Pois é… Um texto despretensioso de um único bispo como D. Aloísio contribui mais para a verdade do que uma nota de 10 pontos assinada por 50 bispos do estado de São Paulo.

Mas a nota quase vazia dos bispos de São Paulo tem coisas tão graves quanto a omissão. Como bem exposto por Jorge Ferraz no Deus lo Vult!, o primeiro ponto da nota trata-se abertamente de uma heresia. Sim, sim, chegamos ao ponto em que 50 bispos reúnem-se e lançam uma nota, segundo eles “no cumprimento de sua missão pastoral”, ensinando heresias aos fiéis. Deixo o blogueiro do Deus lo Vult! falar:

“(…) Se fossem católicos ignorantes, poder-se-lhes-ia desculpar; mas os pastores da Igreja iniciando um documento com uma erro doutrinário crasso já condenado pelo Magistério há muito tempo, é demais.”

Precisa dizer algo mais? Só isto: entre 50 bispos não haver um sequer que tenha visto que uma heresia explícita abria a nota pastoral demonstra bem a terra devastada em que está o catolicismo no Brasil.

Sneijder, um craque católico

julho 4, 2010

Esta dica veio através do meu amigo Wagner Moura, editor do blog “O Possível e o Extraordinário”.

Sneijder, o craque holandês que ajudou a despachar da Copa da África do Sul uma das seleções brasileiras mais medíocres de todos os tempos, é mais do que apenas um bom atleta. A história de sua conversão é muito bonita e pode ser vista brevemente no blog “Acarajé Conservador”.

A ironia fina de Pedro Ravazzano, do “Acarajé Conservador”, ao dizer que “Um católico conseguiu acabar com a seleção de protestantes”, ao falar do triunfo de Sneijder sobre o time de Kaká, Lucio e Robinho, é para fazer pensar. Evidentemente que não é o caso de se querer analisar a uma derrota por qualquer viés religioso, mas talvez seja o caso de tentarmos ver formas diferentes de servir à seleção inspiradas na religião.

Acho besteira, e besteira fenomenal, qualquer coisa que se aproxime de dizer que em uma Copa estamos em tempos de “pátria de chuteiras”. No entanto, creio que certa etiqueta devesse ser respeitada quando se trata de seleção, pois a seleção brasileira, mesmo que a CBF tente fazê-la sua exclusiva propriedade, é dos brasileiros. E é por isto que me incomoda quando vejo jogadores usarem a seleção para coisa outra que não seja jogar futebol.

Uma superficial busca por imagens de comemorações de gols de Kaká e Lucio mostra ambos fazendo o já famoso gesto de apontar com ambas as mãos para o céu, gesto este que é feito por inúmeros atletas hoje em dia. Desnecessário dizer que isto é mais uma jogada de marketing religioso de inúmeras seitas, que usam o futebol e o sucesso de algumas estrelas deste esporte para tentar passar uma mensagem de sucesso divino garantido àqueles que sigam seus caminhos. Ah! A falta que fazem os sacramentos! Mas isto é outra história…

O que acho ridículo é exatamente o fato de padronizar até mesmo a alegria natural da marcação de um gol para que ela caiba como uma luva no marketing religioso chinfrim de inúmeras seitas. Nada de soco no ar, como Pelé; nada de palavrões, como Rivelino em 1970; nada como a alegria juvenil de Garrincha ao marcar seus gols; nada como os braços abertos de Ronaldo Fenômeno… Nada disto! Os jogadores protestantes preferem mesmo é uma comemoração padrão e pobre, que serve mais a interesses provavelmente comerciais que a estravazar e simbolizar a alegria de uma nação que se orgulha de uma coisa que faz bem, que é jogar futebol.

Alguns podem dizer: “Ah! Mas eles estão contribuindo para a evangelização!” Não acredito nisto nem por um segundo que seja… Toda vez que vejo um idiota destes apontando para o céu, tenho a certeza que o que querem mesmo dizer é que olhemos para eles e que vejamos que sua opção religiosa é garantia de seu sucesso profissional e financeiro. Podem apontar para o alto, mas miram é em si mesmos, em suas imagens. Isto tem nome: é idolatria.

A verdade é que a massa protestante, a mesma massa que acha mesmo que existe uma “religião evangélica”, como se batistas, presbiterianos, metodistas e toda a miríade de pentecostalismos e neo-pentecostalismos que por aí existem, professassem a mesma fé, uma mentira que não se sustenta por 2 segundos no ar, esta mesma massa ignara sobre suas próprias orígens adora notícias que tragam a relação de jogadores “evangélicos” da seleção, pois isto dá vazão aos comichões idólatras que sentem por estes jogadores e por seu sucesso profissional e financeiro.

Claro que há até mesmo ironias, tal como o “evangélico” Filipe Melo, que declarou que Deus o havia mudado, que agora é uma pessoa “mais madura, mais tranquilo, melhor” e que nem sente mais “vontade de brigar com as pessoas”. E não é que Robben deve ficar satisfeito por apenas ter sido pisado pelo desequilibrado volante? Fosse o Filipe Melo de antes, talvez o atacante holandês saísse do campo de jogo direto para um necrotério…

A maneira católica é bem diferente… Eu só soube que Sneijder era católico ontem com a dica do Wagner Moura. Discreto, o meia holandês diz que reza no hotel antes dos jogos e que faz uma pequena oração antes de entrar em campo. Alguém o viu mostrando uma camisa que não a de sua seleção ao comemorar seus gols? Alguém o viu apontando para o céu e fazendo-se de garoto-propaganda sem que Deus lhe tivesse pedido tal coisa?

Evidente que um gesto de fé no campo é completamente aceitável e natural, sem que haja exageros. Exemplo: na final da Copa de 1970, Jairzinho, ao marcar o terceiro gol do Brasil em cima da Itália, corre para a torcida e, em dado momento, pára, ajoelha-se e, recolhido, faz o sinal da cruz. Recentemente pude vê-lo comentando exatamente este gol e o Furacão da Copa disse que ajoelhou-se e agradeceu a Deus pelo gol e por tudo o que estava acontecendo. Coisa completamente natural e bem contrária aos artificialismos de Kaká, Lucio e outros, que utilizam um momento de alegria compartilhado por milhões para suas agendas pessoais.

Sneijder, um recém-convertido ao catolicismo, ao mostrar a maturidade com que vive sua fé, bem diferente do estrelismo  marketeiro protestante de certos jogadores brasileiros, dá uma aula de civilidade, de religiosidade e dá um verdadeiro baile em muita gente que só quer aparecer e posar de ídolo de gente ignorante.

Dom Luigi Padovese, R.I.P.

junho 9, 2010


“Matei o Grande Satã! Alá é grande!”

Foi com estas palavras que o motorista de Dom Luigi Padovese  o assassinou brutalmente com múltiplas facadas e degolamento. O prelado italiano, bispo de Anatolia,  era o presidente da Conferência Episcopal da Turquia.

É esta mais uma morte, mais uma brutalidade contra os cristãos que não alcançará a grande mídia. Afinal, que importa ao mundo que cristãos sejam degolados, não é mesmo?

Mas a violência contra o bispo não ficou em sua cruel morte. As primeiras notícias sobre o lamentável episódio eram de que o assassino, Murat Altun, 26 anos, sofria de depressão e havia passado por um período de loucura repentina, que havia causado a fúria assassina. Esta tese começou a cair quando testemunhas relataram que o covarde criminoso gritou, após o assassinato, as conhecidas palavras “Allah Akbar!” [Alá é grande!], indicando que tratava-se de um assassinato ritual de fundo religioso.

E após esta pífia tentativa de justificar o assassinato por causa de uma suposta momentânea loucura, o motorista e seus defensores resolveram pegar o bonde do anti-catolicismo mundial ao alegar que a morte do prelado foi devido a um suposto homossexualismo do bispo e que este teria abusado do assassino.

Detalhe: o motorista trabalhava para o D. Padovese há 4 anos, ou seja, desde os 22 anos de idade. Acreditar na suposta homossexualidade do bispo e, mais ainda, no tal “abuso” de um homem de 22 anos é tão irreal quanto acreditar que o islamismo é mesmo uma “religião de paz”. As múltiplas facadas e a cabeça que foi quase separada do corpo do bispo contam uma história bem diferente…

E o motorista assassino e seus defensores são covardes ao extremo ao tentarem jogar lama no nome de um homem mesmo após brutalmente assassinado. Mas o fato é que de covardia os fundamentalistas islâmicos entendem bem, pois uma morte como a de D. Padovese não foi a primeira e, infelizmente, parece que não será a última durante um bom tempo.

E é o absurdo da morte do bispo que nos deixa reconhecer uma vez mais a aguda inteligência de S.S. Bento XVI, que em seu discurso em Regensburg alertava exatamente para o absurdo de uma religião que se queira descolada da razão, e também para suas graves conseqüências.

O motorista muçulmano, furiosamente bradando “Allah Akbar!, tendo as mãos ensangüentadas e um bispo morto a seus pés, tristemente ilustra exatamente o que o Papa denunciava há uns poucos anos. E as palavras do imperador bizantino Manuel II,  citadas pelo Papa em sua aula, tornam-se bastante atuais:

“Mostra-me também o que Maomé trouxe de novo, e encontrarás apenas coisas más e desumanas, como a sua ordem de difundir através da espada a fé que ele pregava.”

Fora o tamanho da lâmina, parece mesmo que nada mudou.

Que D. Luigi Padovese descanse em paz e que o Senhor Deus tenha misericórdia de todos nós.

Amada Rosa Pérez, uma católica modelo

maio 28, 2010

“Donde está la felicidad?”

“Onde está a felicidade?” — foi com estas palavras saídas de um coração suplicante que Amada Rosa Pérez, famosa modelo e atriz colombiana, começou a questionar seus valores, suas atitudes e o sentido de sua vida.

A fama, as luzes e o glamour das passarelas por todo o mundo escondiam uma vida desregrada, eivada de pecados, que apenas a deixavam cada vez mais vazia. O dinheiro que ganhava na rotina estafante de modelo internacional tampouco comprava a tão buscada felicidade. O batido clichê de que dinheiro não traz felicidade foi por ela comprovado como uma verdade das mais duras, e o vazio de sua vida só fazia aumentar.

No desespero, Amada procurou a falsa espiritualidade da Nova Era para tentar preencher o vazio que não parava de aumentar, para tentar buscar um sentido para uma vida que parecia cada vez mais sem sentido.

Toda a agitação do mundo da moda, que ela bem conhecia, em nada contribuíam para que ela se aproximasse da verdadeira felicidade. Muito pelo contrário, em seu caminho só apareciam obstáculos. Depressão, doenças e solidão a fizeram mergulhar tão fundo em seu desespero que pensamentos suicidas pairavam em sua mente.

E foi destas profundezas que seu clamor foi ouvido! O Altíssimo Deus, que jamais ignora um coração suplicante, a resgatou de tão grande desespero.

Mas toda conversão jamais é um caminho fácil. Amada tomou consciência do vazio de sua vida, de seus erros, de seus pecados, e isto nunca é fácil. Seus olhos abriram-se para ver as reais cores do mundo em que tanto tempo havia vivido: hipocrisia, falsidade, ganância, imoralidade, etc.

O testemunho da ex-modelo sobre sua conversão é emocionante, e vale a pena ser visto na íntegra: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5. Nele podemos ver como Amada ainda no começo de sua conversão descobriu a recitação do Santo Rosário como caminho para sua santificação. Vemos também como ela chorou como uma criança durante a primeira confissão após sua conversão de vida e como ela se sentiu preenchida pelo Divino Amor durante a Sagrada Comunhão.

O amor que ela demonstra por Maria Santíssima é de aquecer o coração. A clareza e a calma de suas palavras ao falar das coisas do alto é característica de quem tem uma relação muito próxima com Deus, coisa de quem conheceu o fundo do poço e que tem plena consciência do amor infinito que nosso Divino Criador tem por suas pequeninas criaturas.

E ela, que conhece como ninguém as armadilhas do demônio, adverte e explica porque os católicos são os mais atacados pelas forças contrárias:

“Nós, católicos, somos os mais atacados. Por que? Porque o demônio não ataca àqueles sobre os quais já pôs suas garras.”

Amada Rosa Pérez é uma filha pródiga que agora está de volta ao redil da Igreja, mais uma católica que estava entregue às coisas do mundo e que agora retorna à casa de seu Pai Eterno. E a quem lhe pergunta como vai sua vida agora, ela responde:

“Alguns podem pensar que estou louca… Mas a loucura de Deus é mais bela que a sabedoria dos homens.”

Louvado seja o Senhor Deus por mais este coração que se abriu à sua Graça!

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Agradeço pela dica ao poderoso Twitter do Marcos Ludwig

Dom Demétrio Valentini sabe posar como poucos

maio 12, 2010

Esquerdista que se preza tem seu vocabulário próprio. Há anos que somos bombardeados com termos como “funcamentalistas”, “fanáticos”, “carolas”, “papa-hóstias” e outras coisas mais. Claro que tais termos só servem para demonizar, para excluir, para fechar ao debate que pensa diferente. Outros termos simplesmente não tem qualquer definição aceita, mas são utilizados assim mesmo, tal como o famoso “neoliberal” que virou arma eleitoral de um partido  — o PT — que, em última instância, mostrou-se o mais corrupto e indigno de todos. E olhe que concorrência não é fácil…

Mas que o mundo olhe para os católicos com reservas não é coisa que surpreenda quem quer que seja, pois isto sempre foi assim. Hoje em dia enfrentamos as vagas de um mundo cada vez mais relativista, em que verdades claras são enfrentadas na  base da militância.

Quando ainda cardeal, o Papa Bento XVI, na homilia da Missa que antecedeu o Conclave onde ele seria escolhido Sumo Pontífice, analisou a situação com uma clareza ímpar:

“Hoje em dia, ter uma fé baseada no Credo da Igreja é freqüentemente rotulado de fundamentalismo, ao passo que o relativismo, quer dizer, deixar- se levar para cá e para lá, e levar-se por qualquer vento de doutrina, parece ser a única atitude à altura dos tempos modernos”

Que o mundo atire seus rotulamentos e que deseje calar a voz dos católicos é coisa vulgar, coisa até mesmo que enaltece nossa luta, pois foi Nosso Senhor mesmo que nos alertou que o mundo nos detestaria. Para isto estamos preparados.

Dito isto, o que dizer de um bispo que resolve distribuir o rotulamento de “fundamentalista” a quem não concorda com sua visão torta de mundo? Pois não é exatamente isto que fez D. Demétrio Valentini, bispo da Diocese de Jales/SP?

Em declaração ao site de notícias Folha Online, o prelado não economizou no rotulamento de “fundamentalista”  a seus irmãos de episcopado. Disse ele que teme que de Brasília, onde os bispos do Brasil estão reunidos para a 48a. Assembléia Geral da CNBB, saia um “documento marcado pelo fundamentalismo”.

A fonte do medo de D. Demétrio é que vários bispos desejam palavras fortes para rejeição do PNDH-3, que para o bispo de Jales/SP traz muitos avanços. Quais avanços? D. Demétrio não diz, apesar de poder contar com o apoio da mídia sempre que quer falar algo.

A verdade é que inúmeros irmãos seus de episcopado já manifestaram, através de fortíssimas palavras, contrariedade em relação ao PNDH-3. Parece que, para D. Demétrio, todos são fundamentalistas… Que eles estejam manifestando sua “fé baseada no Credo da Igreja”, como ensinou o então cardeal Ratzinger, parece que é coisa pouca para o prelado de Jales/SP.

Mas, apesar de não declarar explicitamento o que ele considera avanços no PNDH-3, D. Demétrio deixa pistas em suas declarações ao Folha Online. Eis um trecho:

“Segundo dom Valentini, a discussão sobre o PNDH-3 na última segunda-feira foi marcada por tensão e falta de consenso. De acordo com o bispo de Jales, parte dos religiosos não aceita que o plano de direitos humanos trate de questões como a profissionalização de prostitutas, a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo e a união civil gay.”

Ué? Será que D. Demétrio acha então que está tudo bem em relação a estes assuntos serem enfiados goela abaixo da população por militantes homossexuais e por ideólogos que instrumentalizam até mesmo a situação de prostitutas? E ser contra que este absurdo ganhe ares de Direitos Humanos é ser “fundamentalista” na cartilha de D. Demétrio?

D. Demétrio talvez devesse sair de seu mundo cor-de-rosa de ONGs e da militância de movimentos sociais e atentar para o perigo que ronda a família e a vida humana e que vai embutido neste pacotão demoníaco que é o PNDH-3.

O blogueiro Wagner Moura elencou várias manifestações de bispos e juristas católicos contrários ao PNDH-3. É a fé católica profunda de tais pessoas que os levam a lutar contra este Cavalo de Tróia do mal que é este plano do governo Lula. Para D. Demétrio, isto é “fundamentalismo”. Que beleza!

E D. Demétrio declarou mais:

“A gente percebe que existe um patrulhamento externo, mandam centenas de e-mails [para os bispos], invocando o evangelho para condenar em bloco [o plano], para mandar o presidente para o inferno e mais não sei quem junto”

Parece que D. Demétrio tem problemas que os fiéis se manifestem junto a seus pastores… Então devemos aguentar calados enquanto o aborto e o fim da liberdade de imprensa, entre outras coisas graves, vão sendo impostas pelo governo?

O curioso é que ele jamais reclama da pressão de esquerdistas que se empoleiram na CNBB para tentar levar à frente uma agenda que em nada lembra a missão da Igreja.Vá se entender um bispo assim…

D. Demétrio parece que está um pouco mimado, pois só quer debater o que ele mesmo acha que é digno de debate. Já quando ele quer o assunto como favas contadas, solta aos ventos midiáticos que os outros são “fundamentalistas”.

Na verdade, o bispo deveria escolher melhor o que deseja debater… Quando da Campanha da Fraternidade de 2008, cujo tema era a Defesa da Vida, D. Demétrio mostrou bem sua disposição ao debate ao sair em defesa de uma coordenadora de Pastoral da CNBB (que surpresa!!!) que havia dado declarações defendendo a descriminalização do aborto. Eis o que o bispo declarou naquela oportunidade:

“Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”

Ou seja, para D. Demétrio o aborto é um debate aberto. Nada de radicalismos! Que tal discutir o “direito” dos pais de assassinarem seus filhos não nascidos? Não é mesmo uma maravilha um tal relativismo?

Talvez D. Demétrio não saiba — ou não ligue… — mas foi o próprio Papa Bento XVI que afirmou que é inegociável a

“proteção da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento de sua concepção até sua morte natural”

Ou seja, o que o Papa afirma que é inegociável, D. Demétrio acha que é assunto de debates. Será que ele vai taxar o Papa também de “fundamentalista”?

Aliás, D. Demétrio deveria ter aproveitado a visita que fez ao Papa recentemente, cuja imagem registrando o momento encontra-se no início desta postagem, para contar a Sua Santidade suas idéias interessantíssimas sobre o que são Direitos Humanos.

Melhor ainda! Ele deveria aproveitar o momento para dizer ao Papa Bento XVI o que entende por “fundamentalismo”. Tal atitude seria no mínimo mais honesta que fazer um carnaval midiático para rotular e pressionar seus irmãos no episcopado a aceitarem suas idéias que em nada se fundamentam no que a Igreja ensina.

D. Demétrio é esperto, esperto demais até. Solta o verbo a jornalistas, mas fica caladinho sobre suas idéias quando  está junto ao Vigário de Cristo. Quanta coragem!

Tudo por uma boa foto, não é mesmo?