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Reinaldo Azevedo, arrogantemente caótico

maio 10, 2010

Reinaldo Azevedo é um dos jornalistas mais brilhantes do país, nenhuma dúvida quanto a isto. Que ele tornou-se uma referência no pensamento conservador brasileiro, é também um fato, apesar de isto só mostrar o quanto é entediante nossa cena política, em que um jornalista como Reinaldo Azevedo defende coisas as mais estapafúrdias e ainda ganha praticamente o título honorário de primeiro conservador do Brasil.

Não que haja surpresas que as coisas sejam assim, pois em um país em que 99% da população acredita mesmo que um partido como o PSDB é de direita — uma mentira inventada por petistas e encampada pela imprensa –, não podemos mesmo achar que seja novidade que Reinaldo Azevedo ganhe a faixa de capitão entre os conservadores tupiniquins.

Mas que Reinaldo Azevedo ganhe relevo entre os conservadores é coisa que pouco me interessa, pois encaro isto mais como um sintoma do que como uma fonte de mazelas. Nossos problemas são bem anteriores a isto. O que realmente me incomoda é que o jornalista, sempre que pode, tira do bolso sua carteirinha de “católico”. Como muitos outros, ele faz isto quando lhe é conveniente, ou quando em seguida virá a defesa de algo completamente estranho aos ensinamentos católicos.

É irônico que este comportamento muito o aproxima de seu principal alvo político, o presidente Lula.

Recentemente, o articulista da revista Veja, quis mostrar-se mais uma vez na crista da onda do pensamento “católico” (aspas necessárias) ao defender a adoção de crianças por duplas homossexuais. Penso mesmo que o jornalista cria tais polêmicas para manter o fluxo de leitores em seu blog, apesar de dizer o contrário.

Ciclicamente, ele arruma uma polemicazinha para manter as coisas fluindo, como quando defendeu, com direito a participação em debate da MTV (uau!!) moderado por Lobão (uuaauu!!!), o fim do celibato sacerdotal na Igreja. Talvez a qualidade dos palcos que uma pessoa se dispõe a freqüentar diga bastante do que ela pretende defender… Ironias à parte, a posição do jornalista foi completamente estraçalhada pelo blogueiro Jorge Ferraz em dois excelentes textos: “Reinaldo e o celibato – será possível, DE NOVO!?” e “Reinaldo Azevedo e os aiatolás celibatários”.

Pulando direto ao ponto da última polêmica, eis o que o caótico Reinaldo Azevedo escreveu em seu blog ao se defender dos questionamentos que lhe foram dirigidos quando de sua defesa da adoção de crianças por homossexuais:

‘Que católico é você? A Bíblia condena’


Ditas as coisas assim, lembro que a Bíblia também condenada o consumo de certos alimentos e estabelece o tamanho certo dos altares.

Acho, por exemplo, e já apanhei muito por isso também, que a Igreja Católica tem todo o direito de vetar clérigos gays se considera que isso é incompatível com o ministério. Trata-se, de fato, de uma entidade privada. Também tem todo o direito de expressar seu ponto de vista, certamente contrário ao chamado “casamento gay” ou à adoção de crianças por homossexuais. A sociedade e o estado, por meio dos Poderes democraticamente instituídos, fazem as suas escolhas, que nem sempre coincidem com princípios religiosos. “Que católico sou eu”? Um católico comum, que diverge um tanto de seu pastor e procura distinguir o que é matéria de princípio do que é contingência. A Igreja Católica, até hoje, tem reservas ao capitalismo, por exemplo, que eu não tenho. A tensão entre mudança e conservação é saudável. Satanizar a mudança como princípio é uma estupidez reacionária. Satanizar a conservadorismo como princípio é uma estupidez progressista.”

O primeiro parágrafo de sua resposta é de uma estupidez ímpar ao praticamente demonstrar seu desconhecimento do que foi o advento da encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tal estupidez não é coisa realmente estúpida, é coisa pensada por quem quer ganhar uma discussão mesmo sem ter um argumento minimamente aceitável. Mas uma tal estupidez pensada serve bem a que ele continue sustentando sua polêmica artificial.

São as próprias palavras do jornalista que mostram a quantas vai seu catolicismo o se proclamar “um católico comum, que diverge um tanto de seu pastor”. Afinal, quanto é este tanto? Mas, antes disto, ele crê mesmo ser lícito divergir de seu pastor (o Papa) em um assunto eminentemente moral? As ovelhas, as que realmente são fiéis, seguem seu pastor. Que ovelha é Reinaldo, afinal de contas?

Para termos uma idéia do quanto Reinaldo Azevedo diverge de seu pastor, eis o que declarou S. S. Bento XVI ao falar sobre os valores inegociáveis dos cristãos frente aos desafios da vida pública:

“- proteção da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento de sua concepção até sua morte natural;

– reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como uma união entre um homem e uma mulher baseada no matrimônio, e sua defesa ante os intentos de fazer que seja juridicamente equivalente a formas radicalmente diferentes de união que na realidade a ferem e contribuem a sua desestabilização, obscurecendo seu caráter particular e seu papel social insubstituível;

– a proteção do direito dos pais a educar seus filhos.”

Difícil o articulista argumentar que promove a estrutura natural da família ao defender a adoção de crianças por duplas homossexuais. Ele pode gastar milhares de postagens em seu blog para tentar defender suas posições, mas se ele defende um absurdo como este, é melhor deixar o catolicismo bem de fora de tudo isto, pois neste assunto em particular seu pastor vai para um lado e ele vai, balindo, para o oposto.

Mas ir em direção oposta ao verdadeiro catolicismo não é coisa nova na vida de Reinaldo Azevedo. Quando de discussões no Supremo Tribunal Federal sobre a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas, o jornalista pulou na frente, qual um guerreiro destemido para defender a posição da cientista Mayana Zatz, a maior defensora de tais pesquisas no Brasil. Coincidentemente ou não, ambos são articulistas da revista Veja…

Com o desdobramento das discussões, o jornalista notou que as argumentações estavam como que indicando que serviriam a uma futura defesa do aborto. Pateticamente, ele correu a escrever postagens sobre seu “erro” de avaliação, isto após ter demonizado posicionamentos de grupos pró-vida. O ridículo comportamento de Reinaldo Azevedo sobre esta questão pode ser visto em uma postagem do blog Contra o Aborto (“Veja e o aborto: os malabarismos de Reinaldo Azevedo”).

Ou seja, dos 3 pontos inegociáves, segundo as palavras do Papa, Reinaldo Azevedo fez pouco de 2 até o momento. Convenhamos, isto não é coisa da qual um católico deva se orgulhar. E é este “católico” que vai ensinar à Igreja que o celibato deve ser abolido?

Mas nada impede Reinaldo Azevedo de continuar a mostrar sua arrogância. Querendo arrumar argumentos para suas teses mais do que furadas, ele continua a tentar responder aos que lhe foram contrários.

‘Homossexualidade é escolha, é doença, é tentação…’


Os heterossexuais que sustentam que se trata de uma escolha estão afirmando que eles próprios, então, heterossexuais que são, poderiam escolher a homossexualidade. Poderiam? Eu, de fato, não creio.

Os que vêem na homossexualidade uma tentação parecem tratar o assunto mais ou menos como outras tentações viciosas a que estamos todos sujeitos: álcool, droga, jogo – curiosamente, todas elas excitantes a prazerosas enquanto vividas, mas desastrosas depois. Tal raciocínio supõe, então, que todos podem estar sujeitos à “tentação homossexual”. Não acredito nisso e, para ser franco, esta parece ser uma suposição pautada pelo medo. Relaxem os desarvorados! Nesse caso, ninguém será o que já não é.

Os que acusam a “doença”, um ponto de vista que não tem embasamento científico — de qualquer ramo das ciências, das médicas às comportamentais —, talvez imaginem formas de tratamento, não é? Nesse caso, é bem possível que tivéssemos, como civilização, sido privados de algumas das boas contribuições no terreno das artes, da filosofia e da ciência porque pessoas “doentes” estariam tentando curar o seu mal.”

Reinaldo Azevedo, em suma, acredita que o homossexualismo é um destino biológico. Faltou ao jornalista provar que existe o tal “gen gay”, coisa a qual muitos dedicam tempo de estudo e que até hoje não foi provado. Chega a ser irônico que ele mais à frente cobre embasamento científico dos que lhe são contrários enquanto ele, do alto de seu pensamento lógico que tanto gosta de se ufanar, saia-se com um “Eu, de fato, não creio”. Afinal, ele crê ou prova? Ou será que ele quer que aceitemos suas crenças enquanto cobra provas científicas de outros?

O caso é que Reinaldo Azevedo fala do homossexualismo como uma coisa impressa no próprio ser do homem. Mais uma vez, o verdadeiro catolicismo vai em direção oposta ao jornalista. Eis o que consta no Catecismo da Igreja Católica (CIC), no. 2357:

“(…) Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados”. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.”

Ou seja, fica claro que ou seguimos a Tradição Católica, o Papa, o CIC ou seguimos Reinaldo Azevedo e toda sua arrogância de “católico comum, que diverge um tanto de seu pastor”.

De tudo isto, podemos tirar que Reinaldo Azevedo, apesar de se dizer católico, falha clamorosamente em se manter coerente com a fé que professa.

O jornalista, porém, não falha apenas em se manter de acordo com os ensinamentos católicos, falha até mesmo em se manter nos padrões que ele mesmo diz ter. Isto indica que ele está mais preocupado em ganhar uma discussão com seus leitores — se é que assim podemos chamar as demonizações que ele solta livremente — do que se ater em uma serena reflexão.

Aos leitores que o alertaram que o gayzismo é uma ameaça, ele respondeu assim:

“Lamento não endossar esse ponto de vista. Muitos reagem como se o mundo vivesse uma espécie de assédio “homossexualista”, como se a heterossexualidade estivesse sendo ameaçada… Bem, eu não vejo risco nenhum! Os gays, que devem continuar  a ser algo em torno de 10% da humanidade, como sempre, são mais visíveis hoje porque vivemos tempos de afirmação da identidade, o que, em si, não é ruim. Eu luto para que os indivíduos tenham o direito de ser o que são, segundo regras de civilidade que têm como base a liberdade individual.”

Bem… Burro Reinaldo Azevedo já provou que não é; tampouco ingênuo. Por que será então que ele chuta os fatos para bem longe na ânsia de ganhar um debate contra seus moinhos imaginários?

E quem é que fala que existe algum tipo de assédio? O que se fala — e se prova — é que a militância homossexual ganha ares de imposição da vontade de uns poucos sobre a vontade da ampla maioria. A ameaça que se fala é criminalizar que um padre, por exemplo, possa dizer uma homilia sobre o quão errado é o homossexualismo. Recentemente, na Escócia e na Inglaterra, foram presos e multados 2 pregadores de rua exatamente por repetirem o que consta na Bíblia: atos homossexuais são pecaminosos.

Mas Reinaldo Azevedo não vê ameaças. “Risco nenhum”, diz ele. Então tá.

Tampouco ele deve saber que houve, nos EUA, casos de ativistas gays que interromperam Missas e até mesmo que chegaram ao absurdo de vandalizar hóstias consagradas e de pichar paredes de Igrejas. Reinaldo Azevedo, talvez, possa se dar ao luxo de viver em um mundo de faz-de-conta…

Mas é bastante surpreendente que o jornalista faça o papel ridículo de divulgar mentiras. Sim, mentiras, pois é exatamente isto que ele faz quando ajuda a divulgar a estatística fantasiosa de que 10% da população mundial são gays. De onde veio este número? Do famoso “Relatório Kinsey”, que, segundo o filósofo Olavo de Carvalho, é uma fraude do começo ao fim.

Detalhe: o filósofo é amigo de Reinaldo Azevedo. Bastava ele dar um telefonema para seu amigo para que não caísse nesta conhecida “falácia dos 10%” de gays no mundo. Mas o que ele parece querer mesmo é sair vitorioso de seu fictício debate.

Sobre esta prática, aliás, de citar números, podemos citar isto:

“Schopenhauer definiu 38 estratagemas que podem ser empregados para vencer um debate mesmo sem ter razão. Hoje em dia, há um 39º muito influente: recorrer a algum número. Coloque porcentagens em bobagens monumentais, e a maior asnice passa por verdade sagrada.”

Quem escreveu isto? O próprio Reinaldo Azevedo! Sim, ele mesmo! Ou seja, Reinaldo contradiz Reinaldo. Há um Reinaldo que abomina a utilização espúria de números distorcidos como forma de ganhar um debate, e há um outro que não vê problema algum com a prática.

E Reinaldo continua descendo a ladeira:

“A imposição do padrão de minorias, pautada pelo pensamento politicamente correto, é que é o problema. Nesse sentido, já escrevi aqui, a tal lei que criminaliza a homofobia tem aspectos autoritários — contrários à sua declarada pretensão. Mas esse é outro problema. Não vejo por que heterossexuais devam temer o “gayzismo”, como dizem alguns. Há gays que falam muita besteira, sustentando que “no fundo, todo mundo é um pouco gay porque Freud etc”??? Há, sim! Mas também há heterossexuais que falam muita bobagem.”

Curioso neste trecho é que ele aceita sem problemas o termo “homofobia” enquanto que “gayzismo” ganha aspas e o redutor “como dizem alguns”, indicando que ele quer distância do termo ou que não concorda com o mesmo. Reinaldo Azevedo, conhecido pelo ótimo estilo de seu texto e seus amplo conhecimento da gramática, ignora que o termo “homofobia” é a típica “imposição do padrão de minorias”, como ele mesmo escreveu? Ou será que ele crê mesmo que haja quem tenha medo, fobia de gays?

A má vontade com o termo gayzismo, mais um vez, seria sanada com um simples telefonema para seu amigo Olavo de Carvalho. Uma simples busca no site de seu camarada filósofo resulta em 23 textos que têm o termo “gayzismo”. É bom notar que nos textos do filósofo o termo “gayzismo” jamais ganha aspas; já “homofobia” ganha aspas na maioria das citações.

Parece mesmo que Reinaldo Azevedo deveria conversar com seu amigo Olavo de Carvalho mais vezes. Fizesse isto, ele poderia ter acesso a um trecho muito interessante de um texto em que o filósofo aborda exatamente a lei que procura criminalizar comportamentos “homofóbicos”:

“Esse é o sentido da lei, essa é a substância da proposta. Mas é proibido discuti-la. É obrigatório ater-se à escolha estereotipada entre “homofobia” e “anti-homofobia”. Homofobia, a rigor, é um sintoma psiquiátrico raríssimo. Quantas pessoas você conhece que têm horror aos homossexuais ao ponto de querer surrá-los ou matá-los pelo simples fato de serem homossexuais? Fazer da “homofobia” o centro do debate é obrigar todo mundo a chamar por esse nome pelo menos três coisas que não têm nada a ver com homofobia: a repulsa espontânea que a idéia de relações com pessoas do mesmo sexo inspira a muitos heterossexuais, repulsa que não implica nenhuma hostilidade ao homossexual enquanto pessoa e aliás é análoga à que tantos homossexuais têm pelo intercurso hetero, sem que ninguém os chame de “heterofóbicos” por isso; as objeções religiosas ao homossexualismo, que vêm junto com a proibição expressa de odiar os homossexuais; e a oposição política às ambições do grupo gay , tal como exemplificada neste mesmo artigo. Reunir tudo isso sob o nome de “homofobia” já é criminalizar a priori qualquer resistência ao desejo de poder da militância homossexualista, já é impor a lei antes de aprovada, manietando o debate por meio da intimidação e da chantagem. É embuste consciente e premeditado. A mídia nacional quase inteira é culpada disso.[Negritos meus]

A última frase cai como uma luva sob-medida feita para Reinaldo Azevedo e resume bem sua atuação.

Talvez em todo seu péssimo texto, que não passa de uma defesa inútil de suas opiniões que não se sustentam 2 segundos, sejam fundamentadas no catolicismo ou no conservadorismo, uma das poucas coisas que funciona bem é quando ele escreve que “há heterossexuais que falam muita bobagem”. Ele, em seu pensamento caótico, não poderia ter sido mais feliz nesta frase. Pena apenas que ele deva dizê-la à frente de um espelho…

Jessica Rey, uma Power Ranger verdadeiramente católica

abril 21, 2010

Jessica Rey, atriz, fazia parte do elenco da série infanto-juvenil Power Rangers. Após, teve pequenas participações em algumas outras séries da TV norte-americana.

Não, Jessica não ganha os milhões e os prêmios de uma Julia Roberts ou Sandra Bullock. Nada disso. A grande obra da atriz de ascendência filipina, porém, vai bem além das telas.

Há 2 anos que Jessica percorre o vasto território dos EUA pregando a castidade e a modéstia no vestir para uma platéia composta principalmente de adolescentes e jovens, que ouvem atentamente a atriz em assuntos que muitas vezes não se sentiriam à vontade se vindos de seus pais. Para estes jovens, Jessica usa de seu carisma de atriz e da facilidade de ser da mesma geração para aconselhá-los a aceitar, em primeiro lugar, o amor que Jesus nos dá, fonte e fundamento de toda virtude.

Em uma época em que tantos pais preferem muitos mais lidar com os danos do que educar seus filhos, as palavras de Jessica sobre castidade e modéstia são mais do que necessárias. E, para completar, Jessica Rey ainda está escrevendo um livro sobre o assunto, para que sua pregação atenda a mais jovens. Excelente notícia!

Se os “poderes” de Power Ranger são coisa do passado na vida de Jessica, agora ela usa um poder que é dado aos cristãos: o da Fé!

Agradeço ao Wagner Moura, do blog “O Possível e o Extraordinário” pela dica!

Campanha “REZEMOS PELO SANTO PADRE”

abril 15, 2010
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Não pode haver ocasião mais oportuna para que os católicos de todo o Brasil se unam em oração pelo Sumo Pontífice Bento XVI. No contexto de tantas críticas e difamações, calúnias e perseguições, está construído o cenário ideal para que a força dos tripulantes da barca de Pedro atue na intercessão pelo Papa. Amanhã (16/04), Sua Santidade comemora seu aniversário natalício e, na segunda-feira (19/04), ele completará 5 anos de pontificado.

O Evangelho desse domingo faz referência ao sucessor de Pedro. “Apascenta minhas ovelhas”, diz o Senhor. Pedro apascenta o rebanho dos cristãos; chegou a hora de agradecermos a coragem e o ânimo com o qual o Papa Bento XVI tem conduzido a Igreja nesse início de milênio. Chegou a hora de rezarmos por aquele que, todos os dias, reza por nós.

Como? Na Missa deste Domingo, ofereceremos nossas preces de forma especial pelo Santo Padre. Vale até mesmo permanecer na Igreja, ou preferencialmente diante do Santíssimo Sacramento, por alguns minutos após a Santa Missa, oferecendo a Nosso Senhor as preces de toda a Cristandade pelo Sumo Pontífice, a fim de que, pelas gloriosas e ternas mãos da Santíssima Virgem Maria, o Senhor nunca lhe permita faltar a assistência do Espírito Santo, e conceda a fortaleza, a sabedoria e a coragem, para que ele continue sendo o espelho do Bom Pastor que tem sido nestes 5 anos de pontificado, e que ele não sucumba diante das críticas e ataques da mídia secular, dos ateus, dos agnósticos, e de todos os inimigos da Igreja.

Domingo será um dia de união. Unamo-nos com os cristãos católicos de outras partes do mundo, que também estarão intercedendo pelo Santo Padre. Unamo-nos com os santos apóstolos, as virgens, os mártires, os anjos e santos do Céu, e a Bem-Aventurada Virgem Maria, enfim, Igreja militante e triunfante, em sinal de profunda e sincera adesão ao nosso Pastor neste mundo de Exílio.

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Nosso compromisso: oferecer preces e orações(*) pelo Santo Padre Papa Bento XVI
Onde: cada um em sua própria paróquia
Quando: neste Domingo, 18/04/2010, na Santa Missa

* Sugestão: oferecer um terço ou, ao menos, um Pai-Nosso, três Ave-Marias, um Glória e uma Salve Rainha.

Padre José Lourenço Júnior esclarece matéria do G1

abril 13, 2010

Faço aqui uma retratação e a faço com o maior gosto.

Padre José Lourenço Júnior, cujas supostas palavras sobre Chico Xavier, espiritismo e ecumenismo haviam sido publicadas em matéria no site de notícias G1 e que também renderam uma postagem neste blog sobre o assunto, esclareceu em seu blog que sua declaração ao jornalista foi distorcida.

Remeto quem lê esta postagem ao blog do padre. Destaco este trecho do seu esclarecimento:

“Assim venho, a luz da fé e amor a Cristo ressuscitado, manifestar minha tristeza por não ter sido respeitado e sim cortado as palavras às quais dirigi ao nobre jornalista Glauco Araújo. Nesse momento em que a Santa Igreja passa por momentos difíceis, não seria eu um humilde sacerdote da Igreja a quem professo minha fé e meu eterno amor que a tornaria mais triste diante de fatos humanos que empobrecem nosso ministério tão rico e cheia do Espirito Santo por quem a Igreja é conduzida.

Venho esclarecer, e pedir desculpas a quem possa eu ter involuntariamente ter escandalizado por algo que não disse que foi colocado nessa matéria, que todos leram e acreditaram serem palavras ditas por mim.”
De minha parte, a palavra do padre basta. Agradeço de coração que ele tenha esclarecido o que realmente aconteceu. E agradeço principalmente a Deus pelas palavras do padre, que mostra ser um sacerdote muito cioso de sua divina missão.
A postagem anterior, que era baseada em fatos errados, será devidamente retirada do blog. Ao bom padre peço desculpas por eu ter me deixado levar pelos fatos que agora se mostram equivocados.

Dom Eugênio Sales e Dom Orani Tempesta apóiam o Santo Padre

abril 10, 2010


É um alento ver que multiplicam-se na Igreja no Brasil as manifestações de apoio ao Santo Padre, que vem sendo alvo de uma campanha difamatória intensa.

No jornal O GLOBO, do Rio de Janeiro, a coluna do Cardeal Dom Eugênio Sales, que é publicada aos sábados, ganhou também a assinatura de Dom Orani João Tempesta, Arcebispo desta cidade. É altamente positivo que duas gerações de bispos que servem a esta diocese unam-se exemplarmente para mostrar o aprêço que têm pelo atual Papa e que demonstrem disposição em defendê-lo dos ataques covardes visam atingi-lo pessoalmente e também à Santa Igreja.

Vale muito ler a coluna na íntegra. Destaco aqui apenas dois trechos:

“É evidente que a fidelidade da Igreja aos ensinamentos de Cristo incomoda a muitos. Sua clareza em matéria de Bioética, por exemplo, só pode inquietar a quem, em sua consciência, já sacrificou a lei divina de não matar a escusos interesses políticos ou ideológicos. Alega-se o celibato sacerdotal como uma causa de abusos sexuais, ao mesmo tempo em que se esconde o fato dos casos infinitamente mais numerosos, tão escandalosos, fora do clero.’

“Na Alemanha, segundo informações da polícia, são conhecidos 94 casos deploráveis de tais abusos cometidos por sacerdotes e religiosos nos últimos 15 anos. Na mesma época, porém, a polícia conhece 210 mil casos de não eclesiásticos, não celibatários (cf. ”Der Spiegel”, segundo “Die Tagespost” de 20 e 25/02/2010). Isto não diminui absolutamente em nada a gravidade da inominável irresponsabilidade de representantes da Igreja que praticaram tais crimes. Mas o fato do quase total silêncio da mídia a respeito do mar de perversidade que caracteriza a sociedade de hoje mostra a hipocrisia de parte dos meios de comunicação, que apontam seus holofotes exclusivamente sobre os trágicos 94 casos de eclesiásticos, silenciando, quase totalmente, tão grandes desvios que infestam a sociedade. Os casos tão numerosos de não eclesiásticos não devem ser citados para abafar, encobrir, a culpa horrenda de eclesiásticos. Mas devem ser vistos para assumirmos, dentro e fora da Igreja, de verdade, a luta sem concessões, pela proteção da infância, da juventude e dos grandes valores da humanidade. O Santo Padre repreende com toda firmeza algumas autoridades eclesiásticas que, mesmo com eventual boa intenção, de fato enfrentaram de modo errado “atos pecaminosos e criminosos de eclesiásticos” (Carta à Irlanda, n. 1).”

Que mais iniciativas como esta multipliquem-se por todo o Brasil e pelo mundo todo.

Dom Henrique Soares da Costa, católico corajoso!

abril 9, 2010

No meio de tantas pressões feitas por gente que pouco se importa com as vítimas dos crimes de pedofilia e abuso sexual, no meio de tantos oportunistas de plantão, que só esperam os holofotes para poder destilar seu veneno, no meio de tudo isto é uma lufada de ar fresco ver que muitos se movimentam para cerrar fileiras junto à Santa Igreja e ao Santo Padre, que vem sendo covardemente castigado por muitos que o querem responsabilizar pelos escândalos.

O ar fresco vem de gente como D. Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju, que escreveu um excelente artigo — “Padres pedófilos e a pedofilia: ponderações” — que contribui muito para colocar o problema que vivemos sob a ótica correta.

O bom bispo não se omitiu como muitos e enfrentou o problema de frente, abordando os aspectos que fazem sofrer a Igreja e as vítimas. É assim que se porta um verdadeiro cristão.

Aos omissos e a quem se sente amuado por ser católico em momentos pelos quais passamos atualmente, D. Henrique lhes dá uma verdadeira lição ao final de seu artigo:

“(…) nos momentos de glória e beleza da vida da Igreja (como, por exemplo, no sepultamento de João Paulo II) é fácil estufar o peito e declarar-se católico. O católico verdadeiro, o verdadeiro filho da Igreja, é aquele que nos momentos de dor e de escândalo, quando a Igreja é apedrejada, chora com sua Mãe católica, crava os olhos em Cristo, reza e permanece fiel. Para este, vale a palavra do Salvador: “Fostes vós que permanecestes comigo em todas as minhas tribulações!” Nunca esqueçamos: o mundo não está preocupado com o bem da Igreja ou das vítimas da pedofilia, mas com o escândalo, o sensacionalismo e a imposição hipócrita do politicamente correto. E só!”

Perfeito!

Padre Mauro Luiz da Silva, um comunista caótico com as costas quentes

abril 9, 2010

“Ola, acabo de receber uma proposta para assistir um video e preciso manifestar minha indignaçao com relaçao ao que vi. Encontro apenas uma palavra… ridiculo! Eu sou COMUNISTA. Agradeço, cada dia, a Sao Lutero, por ter nos livrado da maldiçao de uma igreja monarquica, impiedosa, cruel, assassina, mentirosa, poderosa… Graças a Sao Lutero o Povo Santo de Deus, os pobres, puderam voltar para CASA.

Tenho mais o que fazer, nao me mande mais este tipo de LIXO!!!

Que Deus os amaldiçoe,”

As palavras acima não são de um furibundo anti-católico. Tampouco são de um protestante peculiar que tenha chegado ao cúmulo da loucura ao canonizar Lutero. Também não é o produto de um neo-ateu, daqueles que leu um livrinho de Richard Dawkins e resolveu partir para o ataque, crente que já sabe de tudo, como um adolescente que despreza quem não compartilha de suas idéias.

Nada disto… As mal traçadas acima — e bota mal traçadas nisto! — são da pena de um sacerdote católico da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Tenho um amigo, um caro amigo, que diz que a Igreja Católica praticamente acabou em BH. Se eu achava isto exagerado, parece ser o momento de rever os meus conceitos…

Esta declaração e outras do Padre Mauro Luiz da Silva podem ser vistas no site da Associação Montfort. O que causou tal reação, que mais podemos chamar de uma confissão de fé anti-católica, foi um simples vídeo que lhe foi enviado pelo sr. Sergio Almeida.

O que havia no vídeo? Apenas a denúncia dos mais variados abusos litúrgicos que ocorrem por todo o mundo, a demonstração de como a fé católica está em decadência em inúmeras dioceses, a demonstração sobre como os fiéis vão perdendo rapidamente o sentido do Sagrado.

O vídeo, chamado “O que nós perdemos” (“What we have lost”), já era de meu conhecimento, e é impossível que qualquer católico minimamente consciente de sua missão assista ao vídeo sem sentir seu coração levar punhaladas. É padre vestido de palhaço rezando Missa, gente manuseando a Sagrada Eucaristia sem a menor cerimônia, gente dançando na Missa, etc. Um verdadeiro horror.

Mas para o Padre Mauro o vídeo é ridículo, pois ele é o reflexo de uma “igreja monarquica, impiedosa, cruel, assassina, mentirosa, poderosa”. Para o padre a Igreja é com “i” minúsculo mesmo, e com todos os adjetivos pejorativos que ele encontrou à mão no momento. Seu ódio não se voltou para quem tratava irreverentemente ao Corpo e Sangue de Nosso Senhor e Salvador. Que nada! O que o indigna é que ainda haja alguém que manifeste respeito pelos sacramentos e pela Santa Igreja, aquela que ele chama de todos os nomes horríveis que lhe passaram pela cabeça no momento.

E o padre até mesmo declarou-se comunista, uma doutrina responsável pela morte de mais de 100 milhões de pessoas só no século passado. Entre estes 100 milhões, podemos contar inúmeros irmãos de saçerdócio do Padre Mauro, que foram assassinados pelo simples fato de serem católicos, assim como inúmeros fiéis.

Mas parece que para o Pe. Mauro nada disto importa muito, como não deve importar a palavra de um Papa:

“O socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como “acção”, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã.” – ENCÍCLICA QUADRAGESIMO ANNO

E isto o Papa Pio XI falava sobre o socialismo que se pretendia cristão. Podemos imaginar o que o Pontífice falaria sobre o comunismo do Pe. Mauro… Mas o padre nem ligaria, provavelmente. O negócio dele é venerar o “São” Lutero, um homem cuja grande obra da vida foi dividir o que Deus queria unido e que pode ficar com boa parte da responsabilidade por tantas almas perdidas. É uma pessoa assim que o Pe. Mauro venera… Faz sentido.

E faz mais sentido ainda como o padre termina seu curto texto-resposta dirigido ao sr. Sergio Almeida: lançando-lhe uma maldição e àqueles que concordam com ele. Uma maldição! Um padre lançando uma maldição sobre um fiel católico, cujo “crime” foi tentar mostrar a outros o perigo à fé que são tantos abusos aos quais muitos fiéis vão se acostumando.

E é este fiel zeloso que vira alvo de uma maldição do padre… Lutero, não. Marx, não. Che Guevara? Nem pensar! Stálin? Nada! O alvo da maldição do padre é o fiel católico que insiste que a Igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica, que insiste em alertar seus irmãos de fé que o perigo nos ronda, que precisamos estar vigilantes. É este tipo de fiel que merece do padre uma maldição.

E é este mesmo padre que assina sua mensagem dizendo-se parte de um projeto chamado “Caminhada pela PAZ”. Qual paz? A de Nosso Senhor Jesus Cristo ou a de Marx e seus 100 milhões de mortos? A paz de Che Guevara e seus assassinatos a sangue frio? A paz do “paredón” cubano? Que paz é esta que vai fundamentada em mortes cruéis, em sangue vertido, o sangue de inúmeros mártires que veneramos em nossos altares, mártires estes que o padre desdenha com sua atitude inconseqüente e irresponsável para com seu ofício?

Porém, não satisfeito em mostrar um discurso que de forma alguma poderia ser o de um sacerdote católico, Pe. Mauro faz uma revelação que nos deixa bem ver a quantas vai o problema que estamos enfrentando:

“Digo, apenas a titulo de informaçao que, nada do que lhe disse em meu e-mail nao é do conhecimento de todos que me conhecem, o que nao é o seu caso. Dom Walmor e Dom Joaquim me conhecem e sabem de todas as minhas opinioes… Assim como voce se sentiu no direito de me agredir com aquele video, senti-me no direito de lhe responder com um pouco do que penso. Voce nem imagina o que sou, o que acredito, o que defendo e a que Reino estou servindo.

Vejo que os métodos e praticas de tortura e perseguiçao da nossa igreja continuam atuantes e com nova linguagem e meios para expandir seu reino de medo e terror.”

Segundo as palavras do próprio padre, toda sua profissão de fé, que mistura comunismo, veneração protestante e uma maliciosa forma de ver a História da Igreja são do conhecimento de seu bispo, D. Walmor Oliveira de Azevedo. Aí está o problema! Que Pe. Mauro gaste seu tempo e esforços para desunir mais que ajuntar é coisa que muitos já fizeram durante os 2 mil anos da Santa Igreja, mas o que não é admissível é a complacência de seu bispo.

E a coisa fica pior ainda quando sabemos que D. Walmor, bispo do Pe. Mauro, é o presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, além de, recentemente, ter sido nomeado para a Congregação para a Doutrina da Fé. Ou seja, parece que D. Walmor entende um bocado quando o assunto é Doutrina. Ou isto, ou ele engana muito bem…

Por que então D. Walmor não toma alguma atitude em relação a um padre como Pe. Mauro? Mistérios…

O fato é que Pe. Mauro está tão tranqüilo em seus posicionamentos que até se dá ao luxo de fazer troça com o sr. Sergio Almeida, fornecendo ele mesmo os endereços eletrônicos de D. Walmor, de sua secretária e de D. Joaquim Mol, bispo-auxiliar. Ou seja, Pe. Mauro está bem confortável em passar aos fiéis sua visão distorcida do que é o catolicismo, uma visão que mistura de tudo um pouco, menos o que a Santa Igreja ensina. E tudo isto debaixo das barbas de seu bispo…

Nosso Senhor Jesus Cristo mandou-nos amar até nossos inimigos. Padre Mauro, comunista, amaldiçoa um fiel que não segue seu peculiar catolicismo. É fácil ver que está errado.

São Paulo Apóstolo foi capaz de ralhar com São Pedro quando viu que este estava em erro. D. Walmor, especialista em questões doutrinárias (é, não é?), não é capaz de dar um puxãozinho de orelha em um padre que mais parece com nossos inimigos que um sacerdote. Triste.